Pesquisar este blog

sábado, 22 de junho de 2013

Last thoughts.






Particularmente sempre acreditei que a mola propulsora das ações de qualquer ser humano é a motivação.

Nascida do consorcio da emoção com o entusiasmo, ela tem como essencia um estímulo vital chamado encantamento.

A grosso modo a motivação seria o broto tosco, frágil, de uma plantinha recém-nascida, que tem ser irrigada para crescer e viver. Essa planta, que simbolicamente poderíamos chamar de "esperança", seria como que o nadir e o zênite da criação, em qualquer grau, em qualquer escala.

Se vinga, depende do encantamento vital para viver, posto que não passa de coisa intrinseca e dependente direta dos fatores exógenos de sustentação de sua natureza e razão de ser. Se não é notada, correspondida e cuidada, desencantada, fenece.

Mas os potenciais suicidas e byronistas-azevedistas que me perdoem, pois não me dou por perdido, pondo tudo a perder!

Possuo uma motivação absolutamente imperecível e inexpugnável: o meu amor-próprio.  É ele que me impede a desesperança e me impele a novos caminhos, sem que haja qualquer ruptura da minha chama vital (que, de resto, tenho a sagrada missão de preservar.) 

Bem a propósito deste nosso papo, Fernando Pessoa nos elucida, através do seu livre pensamento, o que é dar um tempo  nas coisas da vida:


 
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar."

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu."

(Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!)
 

Crédito da imagem: cronicasdavidaoffline.wordpress.com

terça-feira, 18 de junho de 2013

Eu acredito na rapaziada!

 


Em 28 de abril, há quase dois meses atrás, escrevi o post cujo título era uma indagação: "O que os jovens procuram na Internet"?
Após tecer algumas considerações e comparações, ao final do artigo, respondi: "Os jovens brasileiros, em última análise, representam os naturais depositários das melhores esperanças para o futuro próximo".

No próximo artigo, postado no dia 1o. de maio, coloquei uma afirmação e um questionamento no seu título: "Os jovens brasileiros são alienados! Será?"

Após várias considerações, conclui o texto conjeturando: "No final das contas, acho que a opinião certa foi a minha: a juventude sempre mudará o rumo da história, seja em que época for."

Finalmente, no dia 28 de maio, postei um artigo denominado "a massa ígnara", que procurava demonstrar a realidade da educação da massa populacional do Brasil, imposta pela deliberada intenção de se perpetuar um rebanho tangido como gado, ao bel prazer do poder dominante.

E conclui a matéria com uma série de indagações: "Quais as causas dessa situação? O jovem brasileiro não gosta de ler? Que fatores socioculturais e escolares têm responsabilidade sobre esses resultados? E mais: o que pode ser feito a curto prazo para mudar esse quadro?"

Não estou tentando puxar sardinha para a minha brasa, aproveitando o calor das belíssimas manifestações dos jovens pelo Brasil afora. Afinal de contas, nada é mais natural no que acreditar na força da juventude. Desde que saia da letargia! E saiu! De forma completamente surpreendente! De maneira extraordinariamente bela! De forma absolutamente emocionante!

Mostrou que o novo modus vivendi dos jovens, desses que curtem a Internet, a tecnologia, e que se utilizam das redes sociais para as suas interações, funcionou para integrar os movimentos de mobilização de maneira absolutamente coordenada e, mais do que isso, de uma forma espontânea e pura.

Isso, então, respondeu àquela indagação: "O que os jovens procuram na Internet?"

E o que dizer, então, do "será"? que coloquei diante da acusação corrente de que os jovens são alienados. Esse conceito foi completamente desmistificado e substituido pela verdade, mostrada nos últimos dias,  de que somente aos jovens está reservado o  tremendo poder de mobilização dos movimentos que mudam a história de uma nação inteira!

E com certeza, essa rapaziada, de forma pacífica e ordeira, sem derramamento de sangue, sem vandalismo, somente com a força da sua voz e da sua presença, haverão de extirpar a mediocridade política deste país.

Haverão de acabar com a imoralidade, o descaso, a corrupção, a violencia, a impunidade e, principalmente a deseducação praticadas vergonhosamente por aqueles que deveriam ser responsáveis pelos cuidados para com essa meninada.
 
Se com tantas mazelas os jovens estão aí exercendo a sua cidadania, imaginem essa juventude num Brasil moralizado, educado, organizado, disciplinado, ético e justo!

Então, repito agora, que escrevi naquele 1o. de maio de 2013, bem antes destas mobilizações: "O único e curto propósito deste artigo, foi o de endossar o predito pelo nosso Gonzaguinha, nos versos da sua música "Eu acredito é na rapaziada", daquele longinquo 1980:

Eu vou à luta com essa juventude que não corre da raia a troco de nada/ Eu vou no bloco dessa mocidade que não tá na saudade e constrói a manhã desejada."
 
 
Créditos das imagens: momentoflash.blogspot.com; noticias.band.uol.com.br

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Você é um Falso Humilde ou um Verdadeiro Magnânimo?


A Humildade é uma das sete virtudes descritas no poema épico Psychomachia. A obra,  escrita por volta de 405 pelo poeta romano Clemente Prudencio, somente se tornou conhecida e adotada no século seguinte, em plena Idade Média.
A partir daí tornou-se lei pétrea o conceito de que a humildade naturalmente se opõe à soberba, um dos sete pecados capitais. Sobre essa belíssima virtude, de resto, um dos pilares do edifício evolutivo da criatura humana, escreveu padre Manuel Bernardes:      Dentre todas as virtudes, somente a humildade se ignora a si mesma. Como traz os olhos baixos e fitos no abismo do seu nada, não reflete sobre o seu conhecimento, porque o verdadeiro humilde não presume que o seja.

Não por mero acaso, Sócrates (470 - 399 a.C), um dos maiores sábios de todos os tempos,  humildemente confessou: “quanto mais sei, mais sei que nada sei”.

Nos dias que correm, dado o primitivismo atávico em que a humanidade ainda se situa, infelizmente as criaturas ainda se dividem em dois grandes grupos: o dos "mais ou menos virtuosos" e o dos "mais ou menos viciosos". Não bastasse isso, porém, somos obrigados a conviver com os famigerados e temíveis subgrupos dos "falsos humildes" infiltrados entre os grupos principais. Mas, como os distinguirmos?

Com as devidas condensações e alterações de estilo para adequação ao espaço do post, estou inserindo um artigo de André de Oliveira, intitulado "Humildes e Magnânimos", postado em 27/09/2003, dando conta que hoje abundam os falsos magnânimos (ou os pretensiosos) e os falsos humildes (ou os hipócritas), que se dividem em quatro tipos:

I - Os ricos pretensiosos; II - Os intelectuais pretensiosos; III - Os ricos hipócritas e IV - Os intelectuais hipócritas. Vamos a eles:

I - Os ricos pretensiosos atribuem a si próprios uma grandeza que não possuem e que manifestam de maneira ostensiva. Querem, a todo preço serem notados e comentados e julgam-se merecedores de honras especiais pelas suas performances, conhecimentos e trejeitos. Consideram que distinguir um mortal comum com as suas sublimadas atenções, constituir-se-á na mais extremada honra.

II - Quanto aos intelectuais pretensiosos, estes são facilmente reconhecidos. Geralmente são pessoas que sabem de tudo um pouco, e sempre muito superficialmente. Explica-se isso pelo fato de que, justamente por saberem que os interesses da maioria das pessoas por aqueles assuntos são pequenos, correm pouco risco de serem pegos em contradição. 

III - Já os ricos hipócritas travam feroz luta consigo mesmos ao conspurcar a teoria marxista das classes, onde "são os ricos os responsáveis diretos pela miséria dos pobres". É por isso que os ricos hipócritas defendem com unhas e dentes as lutas das classes menos favorecidas, sem abrir mão do seu conforto e status, e sem encetar qualquer sacrifício pessoal em nome desses seus ideais (hipócritas, é claro).

IV - Finalmente, os intelectuais hipócritas são os tipos que mais influenciam negativamente o curso da história. São eles que se dizem preocupados com os mais necessitados, porém, se utilizam deles para se autopromoverem. Baseando-se nisso, instituem os reinados das suas opiniões, não importando o quanto saibam sobre o assunto os opinadores, pois o que vai valer é o consenso hipócrita.

O duro é saber que existem pessoas que se enquadram nos quatro tipos ao mesmo tempo!  Praticamente a perfeição da imperfeição!

Prossegue André de Oliveira:
É preciso que saibamos vislumbrar os verdadeiros magnânimos e os verdadeiros humildes, porque devem servir de exemplo para a humanidade. Porém, na ânsia de enxergar os defeitos dos outros, temos dificuldades de reconhecê-los. Por exemplo, se numa discussão, um debatedor pergunta como você sabe aquilo que acabou de declarar, se responder que leu em três livros e os cita nominalmente, provavelmente será considerado por ele um esnobe. Mas se você realmente leu os três livros e está colocando em discussão o seu real conhecimento, você não o está esnobando, está sendo magnânimo. O seu colega é que é um hipócrita, pois aparenta uma humildade que não tem, já que é incapaz de reconhecer a superioridade do conhecimento alheio, e ainda reage com afetação. Agora, se você não entendeu nada do que disse, por conhecer apenas o título dos livros, então você é apenas um pretensioso, mas aí ele só vai poder julgá-lo se tiver pelo menos uma noção do assunto.

E conclui o pensador:
Pelo exemplo dado, é possível perceber o que é mais comum acontecer no Brasil : os poucos magnânimos em inteligência e riqueza,  são tido como esnobes e apenas os intelectuais hipócritas e aqueles que eles escolhem para "cuidar" dos "necessitados" são vistos como verdadeiros humildes.

Como disse o filósofo Benito Pepe: “Quem acha que sabe tudo não está aberto pra aprender, portanto não aprende. E se não aprende não sabe, assim quem pensa que sabe tudo na verdade nada sabe. Ao contrário quem tem consciência que não sabe e está pronto pra aprender sabe muito e quanto mais sabe percebe que mais tem a aprender.  Como dizia Sócrates, ao enunciar: “Só sei que nada sei.”
 "Aquele que tendo consciência da sua ignorância abre o coração para ouvir, ler, viver, enfim aprender, este é o verdadeiro sábio."
Paremos e pensemos...
----
Créditos das imagens: 1) "Como conviver com um ser arrogante" - caminhostropecosevitoria.blogspot.com  / 2) "Líderes Insubstituíveis?" - sandersonmoura.blogspot.com.
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

A massa ignara



Não adiantam os índices estatísticos noticiando que o analfabetismo está quase erradicado no Brasil. Ou assistir otimistas de plantão alardeando que os brasileiros estão mais politizados. Ou, então, políticos anunciando que a saúde pública está uma maravilha ou que a violencia está sob controle.

A verdade é que para se desenvolver, melhorar, crescer, ter tirocínio, discernimento e juizo, antes de mais nada, há que se ter autocrítica para ver os próprios defeitos.

Se desejo ler e escrever fluentemente o inglês, devo fazer um bom curso e praticar um intercâmbio cultural. O fato de eu falar "the book on the table" não significa que  domino o idioma de Shakespeare.

Significa, simplesmente, que, sabendo  meia duzia de palavras de inglês, não passo de um inepto para entabular um diálogo ou entender uma prosaica conversação.

Uma coisa são os dados estatísticos e tendenciosos. Outra, são as avaliações sistematizadas e apolíticas. Digam o que disserem os detentores do poder, a verdade nua e crua mostra o Brasil como um país que, além de ler pouco, lê mal.

É o que mostram os resultados de diferentes instrumentos de avaliação, tanto estrangeiros quanto nacionais. Em 2000, por exemplo, o Brasil participou pela primeira vez do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que reuniu estudantes (todos entre 15 e 16 anos) de 32 países. Nossos jovens obtiveram o último lugar.

Mais da metade deles ficou entre os níveis 1 e 2 de leitura (num total de 5 níveis), isto é, mal conseguia reconhecer a idéia principal de um texto, extrair informações que podiam ser inferidas, estabelecer relações entre um texto e outro, ler gráficos, diagramas, etc.

Nos programas nacionais de avaliação escolar, os resultados não são diferentes. Tanto o Enem quanto o Saeb, em relatórios de 2004, apontavam que 42% dos alunos da 3ª série do ensino médio se situavam nos estágios ditos "muito crítico" e "crítico", no que dizia respeito ao desenvolvimento de habilidades e competências em Língua Portuguesa e com expressivas dificuldades, especialmente em leitura e interpretação de textos.

Do total de alunos avaliados, apenas 5% dos alunos alcançaram o nível considerado adequado de leitura, que consiste, por exemplo, que dentre outras operações, serem capazes de num texto, estabelecer relações de causa e conseqüência; identificar efeitos de ironia ou humor e efeitos de sentido decorrentes do uso de uma palavra, de uma expressão ou da pontuação.

Segundo dados do Ibope 1 e 2 , em 2005 o analfabetismo funcional no Brasil atingia cerca de 68% da população (30% no nível 1 e 38% no nível 2). Somados esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resultava que 75% da população não possuia o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) era plenamente alfabetizado, isto é, estava no nível 3 de alfabetização funcional.

Em 2012, o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa divulgaram o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) entre estudantes universitários do Brasil e este chega a 38%, refletindo o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade durante a última década.

Esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil devem-se à baixa qualidade dos sistemas de ensino público, à falta de infraestrutura das instituições de ensino (principalmente as públicas) e à falta de hábito e interesse de leitura do brasileiro. Em alguns países desenvolvidos e/ou com um sistema educacional mais eficiente, esse índice é inferior a 10%, como na Suécia, por exemplo.

Diante desse quadro, cabe perguntar: quais as causas dessa situação? O jovem brasileiro não gosta de ler? Que fatores socioculturais e escolares têm responsabilidade sobre esses resultados? E mais: o que pode ser feito a curto prazo para mudar esse quadro?

(Fontes: Wikipedia e Editora Saraiva;  ilustração: "A arte de ignorar", por Debates Culturais).

sábado, 11 de maio de 2013

Ode à Maria, Mãe das mães.


Maria, nome que remete
Ao amor mais verdadeiro, puro e imaculado
Como o próprio Universo do Pai,
Incomensurável, infinito e eterno.

Maria, mulher
Tão majestosa na sua humildade
Tão intensa na sua verdade
Tão suave no no seu cariciar
Tão linda no seu amar
Tão bela na sua entrega
Tão forte diante das suas dores
Tão doce no seu amor
Tão grandiosa na sua renúncia
Tão corajosa no seu enfrentamento
Tão digna na sua agonia.

Nós, seus filhos...
Tão reles na nossa ostentação
Tão insignificantes nas nossas hipocrisias
Tão toscos nos nossos preconceitos
Tão desairosos nas nossas repulsas
Tão medonhos no nosso egoísmo
Tão pequenos nas nossas obstinações
Tão frágeis nas nossas provações
Tão amargos nas nossas aversões
Tão pequenos nos nossos embates
Tão indignos nas nossas batalhas.

Maria: Mãe virtuosa
Que compreende a indigencia espiritual de cada um de nós,
Mas a todos ama com igual amor,
Como ao seu próprio filho imaculado, Jesus.

Maria, mãe paciente e presente 
Que vela por nós mesmo quando sequer lembramos da sua existencia...
Que está sempre à espera de que a procuremos para contarmos das nossas dores
Para que peçamos o seu colo, o seu consolo , o seu afago, a sua proteção.

Maria, mãe que se entristece com as nossos erros...
Mas espera feliz os nossos acertos.
Porque nunca nos abandona,
E nos ama, até mesmo quando nos julgamos indignos de um simples olhar seu.

Neste dia maravilhoso, ofereço este humilde presente da alma à minha mãezinha Conceição, que me deu a vida e me ensinou como vivê-la, e à minha esposa, Nair,  que me permitiu a felicidade indizível de ser pai.

Ofereço, também, às verdadeiras mães. Essas que verdadeiramente se entregam, se sacrificam e, sobretudo, doam o seu amor sem imposições, condições e limites, pelo simples fato de que amor de mãe tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
 
À Mãe Maria Santíssima só posso oferecer, além do meu eterno amor, a minha mais pura gratidão por tantos presentes recebidos ao longo da minha vida. E mesmo que, consciente da minha pequenez,  julgue não merecê-los, no fundo, no fundo algo me diz que para ela, isso não tem a menor importância: Foi exatamente o seu amor de mãe que me fez merecedor.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Os jovens brasileiros são alienados! Será?

I
Um conhecido meu, acompanhando um diálogo de alguns adolescentes,  virou-se para mim  e  decretou:
São completamente alienados! Pensar que o futuro do Brasil está nessa juventude!
E, com um olhar que buscava cumplicidade, emendou:
— Na nossa época, sim, é que os jovens tinham valor!


Completamente indisposto a manter discussões estéreis, mantive-me calado. Afinal, estava diante de um radical da espécie "xiita". Sabia que a simples menção de um argumento contrário às suas idéias, provocaria um desfilar interminável de teses botequinianas, cujo único efeito seria a minha vontande de sumir de cena o mais rápido possível. 

Algum tempo depois, remoendo o assunto, lembrei-me  que na virada deste ano tinha postado um artigo denominado "Algumas reflexões sobre o ano velho", que versava exatamente sobre esse tema.
 
Considero que estamos num ciclo evolutivo sem precedentes na história da Humanidade e que toda mudança social implica em erupções virulentas. No final, experimentando o mal cultivar-se-á o bem. De qualquer forma, os jovens invariavelmente estão no meio de todas as notícias, principalmente as que envolvem crimes, acidentes, escândalos, drogas, etc..  O que ocorre é que um único ato violento transforma-se em notícia, enquanto que milhares de atos de altruismo passam despercebidos.

Ainda assim temos visto excelentes notícias sobre os jovens e seus feitos, nas artes, nos esportes, nas pesquisas. na economia e na informática.

Todo mundo conhece o Google, os smartphones e o  Android. E Hugo Barra? Não tanto quanto. Porém, esse jovem brasileiro de 30 e poucos anos é uma das pessoas mais poderosas do mundo! Pelo menos na área tecnológica. Ele é, nada mais nada menos que o gerente mundial da Android, um dos mais importantes produtos da Google, além de comandar toda a logística dos smartphones pelo mundo. Em 2000, quando contava com apenas 22 anos criou, com alguns amigos a empresa Lobby7, que foi comprada pela Nuance, uma das principais empresas do segmento de celulares, onde Barra se tornou diretor. Em 2008, o brasileiro coordenou a criação do primeiro smartphone Android com reconhecimento de voz, o que fez com que a Google o contratasse. Deu no que deu.

Na verdade, Hugo Barra, ao lado de um Eduardo Saverin, Alex Kipman e Mark Krieger, são membros de um seletíssimo clube de jovens brasileiros que estão por trás dos grandes projetos que estão revolucionando a área tecnológica. Eduardo Saverin é cofundador do Facebook e Mark Krieger é o pai do famosíssimo aplicativo Instagram (a coqueluche do momento). Já Alex Kipman é o criador do game Kinect, da Microsoft. Todos os citados estão muito bem financeiramanete, porém, na última lista da Forbes, Saverin aparece como o 24º homem mais rico do Brasil e o 8º de Cingapura, país onde se naturalizou para escapar do fisco norte-americano.
 

Nick D´Aloisio, jovem inglês´de 17 anos é um dos novos super-ricos do Reino Unido, no sentido literal e alegórico da palavra. Com apenas 15 anos desenvolveu um aplicativo chamado Summly app, para leitura de notícias em telefones celulares, em sua própria casa. O grupo Yahoo! anunciou a compra do produto pela expressiva cifra de 120 milhões de reais, o que deverá torná-lo um dos milionários mais jovens da Grã-Bretanha .

O Brasil também produz a suas genialidades precoces, caso de Edgard Nogueira, que com apenas 14 anos, criou o site de buscas Aonde.com.. Com um investimento inicial de apenas R$ 50 (hospedagem do site), começou a dar lucro já no terceiro mês de operação. Nogueira, hoje com 28 anos, é um dos milionários do país. 

Os exemplos são inúmeros, mas o único e curto propósito deste artigo, foi o de endossar o predito e previsto pelo nosso Gonzaguinha, em 1980:  "Eu vou à luta com essa juventude que não corre da raia a troco de nada/ Eu vou no bloco dessa mocidade que não tá na saudade e constrói a manhã desejada."

No final das contas, acho que a opinião certa foi a minha: a juventude sempre mudará o rumo da história, seja em que época for.

______________________________________________
Créditos das imagens:
 I - "Jovem executivo olha pela janela" - www.veja0.abrilm.com.br ;
II - http://i.telegraph.co.uk/

domingo, 28 de abril de 2013

O que os jovens procuram na Internet


Cismei de pesquisar as tendências da juventude de hoje. Imbuído desse propósito pus-me a navegar pelo ciberespaço. As informações iniciais que encontrei davam conta de que os interesses dos jovens meramente os remetiam às baladas e mídias eletrônicas, especialmente games, celulares, tablets, iPods, iPads, netbooks, laptops, e por aí vai.

Achei isso meio vago e resolvi fazer uma retrospectiva sobre o assunto. Vi-me, então, transportado ao longínquo ano de 2005 (digo “longínquo” porque 8 anos no mundo tecnológico equivalem a uns 40 da vida real).

Num primeiro momento, deparei-me com um estudo da Pew Internet & American Life Project, que apresentava duas novidades no mundo cibernético.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Intuição e razão: Como usá-las sem medo?


 No reino do pensamento, Yin é a intuição; Yiang, é o  racional 

1) De vez em quando ouvimos alguém dizer:  
—“É isso o que você deve fazer!”.

2) Por vezes, num lampejo, nos surge um pensamento: 
“Melhor não ir por esse caminho!”.

3) Numa certa manhã, você resolve projetar algo que há tempos estava encalacrado na sua cabeça. 
“Como não pensei nisso antes?” — murmura, surpreendendo-se com o resultado final.

4) Ou, então, encontrando-se diante da tentadora perspectiva de sair do seu  velho e monótono ramo de negócios e partir para uma nova e atraente aventura, você, após muito  pensar, decide: 
“Apesar de todos os atrativos, não vou me arriscar!  O meu serviço é sólido, sempre me serviu  e eu conheço cada pequeno detalhe seu!”.

* * * *
O que demonstram essas quatro situações? Quais as suas diferenças ou  semelhanças ?